Saltar para o conteúdo principal

Quanto Custa Ter uma Empregada Doméstica a Tempo Inteiro em Portugal em 2026

Publicado Atualizado por Nelson Lima
custos segurança social emprego doméstico 2026

Contratar uma empregada doméstica a tempo inteiro (40 horas por semana) envolve custos com salário, Segurança Social e seguro de acidentes de trabalho. Este guia resume o custo real para a família em 2026, com o detalhe de todas as parcelas obrigatórias por lei.

Se procura os custos para um horário a tempo parcial ou a dias, consulte o nosso guia sobre quanto custa uma empregada doméstica a tempo parcial.

Em 2026, uma empregada doméstica a tempo inteiro com o salário mínimo de 920,00€ custa ao empregador cerca de 14.248,24€ por ano (média de 1.187,35€ por mês). A conta inclui 14 salários, Segurança Social patronal e o seguro de acidentes de trabalho.

Quanto custa ter uma empregada doméstica a tempo inteiro em 2026?

O cálculo de referência parte de um contrato de 40 horas semanais em Portugal continental com o salário mínimo nacional de 920,00€ no regime de remuneração convencional. Inclui 12 meses de salário, subsídio de férias, subsídio de Natal e o seguro obrigatório (estimado em 150,00€ por ano). Não inclui subsídio de alimentação, horas extraordinárias nem indemnizações.

Como funcionam os dois regimes da Segurança Social?

No serviço doméstico existem duas formas de calcular as contribuições para a Segurança Social:

  • Regime de remuneração convencional: É o regime mais comum (utilizado em cerca de 90% dos casos). As taxas são de 18,9% para o empregador e 9,4% para a trabalhadora, e incidem sobre um valor fixo indexado ao IAS (537,13€ por mês em 2026), em vez do salário real de 920,00€. Os subsídios de férias e de Natal não pagam Segurança Social neste regime.
  • Regime de remuneração real: As taxas são de 22,3% para o empregador e 11% para a trabalhadora, e incidem sobre a remuneração real efetivamente paga (incluindo subsídios). Confere maior proteção social (como acesso ao subsídio de desemprego num contrato mensal a tempo inteiro), mas tem um custo mais elevado para o empregador.

Para comparar as prestações de cada regime, consulte o nosso guia dos direitos da empregada doméstica. Os exemplos e tabelas abaixo utilizam o regime de remuneração convencional.

Qual é o custo anual discriminado para o empregador?

Ao longo do ano, o empregador paga 12 salários mensais de 920,00€, o subsídio de férias e o subsídio de Natal, perfazendo 12.880,00€ em remunerações diretas. A Segurança Social patronal (18,9%) incide sobre a base do IAS (537,13€) durante 12 meses.

Componente Cálculo Custo anual
Salário base 920,00€ × 12 11.040,00€
Subsídio de férias 920,00€ × 1 920,00€
Subsídio de Natal 920,00€ × 1 920,00€
Segurança Social patronal 537,13€ × 18,9% = 101,52€; × 12 1.218,24€
Seguro de acidentes de trabalho 150,00€/ano 150,00€
Total anual 14.248,24€
Média mensal 1.187,35€

Quanto recebe a trabalhadora de salário líquido?

Do salário bruto mensal de 920,00€, desconta-se a contribuição da trabalhadora para a Segurança Social (9,4% sobre o IAS de 537,13€), o que resulta em 50,49€ de desconto por mês.

O salário líquido mensal recebido pela trabalhadora é de 869,51€ (920,00€ − 50,49€). Como os subsídios de férias e de Natal não pagam Segurança Social no regime convencional, são recebidos por inteiro (920,00€ cada).

Que fatores podem alterar o custo total do contrato?

  • Salário base superior ao mínimo: O valor de 920,00€ é o mínimo legal em Portugal continental (nos Açores o mínimo é 966,00€ e na Madeira é 980,00€). Se acordar um salário mais alto, o custo sobe proporcionalmente. Para definir as cláusulas do contrato, veja o modelo de contrato de trabalho doméstico.
  • Pagamento em duodécimos: Se acordar o pagamento dos subsídios de férias e de Natal em duodécimos, acrescem 153,33€ por mês ao salário base (920,00€ ÷ 12 × 2). O custo anual de 14 remunerações mantém-se idêntico.
  • Seguro de acidentes de trabalho: O seguro é obrigatório por lei. O prémio real depende da seguradora escolhida; os 150,00€/ano são uma estimativa média de mercado.
  • Subsídio de alimentação ou horas extra: Não há subsídio de alimentação obrigatório por lei no serviço doméstico. Se for acordado ou se houver horas extraordinárias, esses valores acrescem ao custo total.

Quanto custa se o horário for a tempo parcial?

Num contrato de 20 horas por semana com salário de 460,00€/mês (metade do tempo inteiro), a base da Segurança Social é também proporcional (metade do IAS, ou 268,57€/mês).

Componente 20 horas/semana 40 horas/semana
Remuneração anual 6.440,00€ 12.880,00€
SS patronal 609,12€ 1.218,24€
Seguro estimado 150,00€ 150,00€
Total anual 7.199,12€ 14.248,24€
Média mensal 599,93€ 1.187,35€

Para ver a simulação detalhada a tempo parcial e para o trabalho à hora, consulte o nosso guia dedicado ao custo a tempo parcial e a dias.

A calculadora faz as contas

Insira o salário e o horário na calculadora da Domicilia para ver o custo exato para a sua casa, com a Segurança Social e os subsídios calculados automaticamente.

Simular o meu caso na calculadora

Nota: este artigo é informativo e baseia-se nos pressupostos indicados. Para confirmar o enquadramento legal do seu caso, consulte a Segurança Social ou a ACT.